Música pantaneira
O músico mais conhecido de nosso Estado é Almir Sater, sobre ele não é preciso falar mais nada: seu estilo e voz já ganharam os lares de todo o País. Há muito que a dizer “música pantaneira” ou “música do pantanal” já não serve para designar especificamente um único objeto. Embora ainda haja muita moda de viola, chamamé, polca, guarânias, muitos já somatizaram essas referências e podem partir livremente para suas criações.
Paulo Simões é um artista pantaneiro clássico, embora seja carioca. É autor de algumas das músicas que marcaram a história de nosso Estado – como “Trem do Pantanal” (com Geraldo Roca) e “Comitiva Esperança” (com Almir Sater). Artista de alma simples Paulo Simões é referência obrigatória para a compreensão da música do Pantanal. Tanto isso é verdade que não poucos músicos e bandas optaram por interpretar várias de suas canções.
Guilherme Rondon, com sua voz grave e com sua aperfeiçoada técnica musical, é outro pantaneiro que brinda o repertório sul-mato-grossense. Entre suas músicas merece destaque “A bela e a fera”, “Vida Bela Vida”, “Paiaguás” e “Horizontes”, esta última é cantada por ninguém menos que Ivan Lins.
A banda Olho de Gato, por sua vez, exala vitalidade e tem um ritmo cativante numa roupagem rock. Destaque merece ser dado a suas canções “Extermíndio” – música que retrata um problema social que assola principalmente a cidade de Dourados, de onde são os músicos –, “Teu beijo” – balada romântica de boas figuras de linguagem – e “Cada vez no amanhecer” – canção pra cima, capaz de levantar o astral de qualquer um.
O mais conhecido grupo de rock do pantanal é, sem dúvida, O Bando do Velho Jack. Esse bando toca rock and roll da melhor qualidade, seu repertório visita músicas dos anos 50, 60, flerta com músicos regionais, dando novas dimensões e formatos a canções que pareciam acabadas, difundindo, assim, ainda mais a cultura sul-mato-grossense. Desse mix ainda saem composições próprias bastante peculiares.
Bêbados Habilidosos é a banda do blues. Depois de muito tempo tocando na noite campo-grandense os Bêbados lançaram o cd “Envelhecido 12 anos”, referência obrigatória para a composição do mosaico da música desse pantanoso Estado.
O pop do grupo Filho dos Livres já conquistou seu espaço. Oriundos da banda Naip, os músicos experientes gravaram um cd de excelente qualidade técnica: Tradições distorcidas. O vocal é perfeito, a produção é muito boa, e a parte instrumental é impecável. As letras são basicamente baladas de amor.
Para encerrar essa pequena exposição de música pantaneira não poderia deixar de falar de Jerry & Croa. Liderados por Jerry Espíndola quatro dos mais preparados instrumentistas do Estado dispuseram-se a enfrentar uma proposta estética que une a polca ao rock. Um amálgama do poder e vitalidade do rock com a cultura de nossos ancestrais.
Não que eu desconheça artistas excelentes como Carlos Colman, Celito Espíndola, Geraldo Roca, ZéDu, Márcio de Camillo, entre outros, para os propósitos desse espaço, circunscrevo-me a esses. Não faltará oportunidade para voltarmos a falar sobre esses músicos ou sobre os que evitei aqui.
Paulo Simões é um artista pantaneiro clássico, embora seja carioca. É autor de algumas das músicas que marcaram a história de nosso Estado – como “Trem do Pantanal” (com Geraldo Roca) e “Comitiva Esperança” (com Almir Sater). Artista de alma simples Paulo Simões é referência obrigatória para a compreensão da música do Pantanal. Tanto isso é verdade que não poucos músicos e bandas optaram por interpretar várias de suas canções.Guilherme Rondon, com sua voz grave e com sua aperfeiçoada técnica musical, é outro pantaneiro que brinda o repertório sul-mato-grossense. Entre suas músicas merece destaque “A bela e a fera”, “Vida Bela Vida”, “Paiaguás” e “Horizontes”, esta última é cantada por ninguém menos que Ivan Lins.
A banda Olho de Gato, por sua vez, exala vitalidade e tem um ritmo cativante numa roupagem rock. Destaque merece ser dado a suas canções “Extermíndio” – música que retrata um problema social que assola principalmente a cidade de Dourados, de onde são os músicos –, “Teu beijo” – balada romântica de boas figuras de linguagem – e “Cada vez no amanhecer” – canção pra cima, capaz de levantar o astral de qualquer um.
O mais conhecido grupo de rock do pantanal é, sem dúvida, O Bando do Velho Jack. Esse bando toca rock and roll da melhor qualidade, seu repertório visita músicas dos anos 50, 60, flerta com músicos regionais, dando novas dimensões e formatos a canções que pareciam acabadas, difundindo, assim, ainda mais a cultura sul-mato-grossense. Desse mix ainda saem composições próprias bastante peculiares.
Bêbados Habilidosos é a banda do blues. Depois de muito tempo tocando na noite campo-grandense os Bêbados lançaram o cd “Envelhecido 12 anos”, referência obrigatória para a composição do mosaico da música desse pantanoso Estado.
O pop do grupo Filho dos Livres já conquistou seu espaço. Oriundos da banda Naip, os músicos experientes gravaram um cd de excelente qualidade técnica: Tradições distorcidas. O vocal é perfeito, a produção é muito boa, e a parte instrumental é impecável. As letras são basicamente baladas de amor.
Para encerrar essa pequena exposição de música pantaneira não poderia deixar de falar de Jerry & Croa. Liderados por Jerry Espíndola quatro dos mais preparados instrumentistas do Estado dispuseram-se a enfrentar uma proposta estética que une a polca ao rock. Um amálgama do poder e vitalidade do rock com a cultura de nossos ancestrais.
Não que eu desconheça artistas excelentes como Carlos Colman, Celito Espíndola, Geraldo Roca, ZéDu, Márcio de Camillo, entre outros, para os propósitos desse espaço, circunscrevo-me a esses. Não faltará oportunidade para voltarmos a falar sobre esses músicos ou sobre os que evitei aqui.
Luiz Roberto Lins Almeida


Hola!
Me gusto este post y el hecho d que nos enseñes tu música.
TE mando un beso
Beto, não entendo nada de música, mas gosto de ouvir música raíz, embora ouça umuito pouco. Mas acrescento mais um ponto de exclamação, verdadeiramente admirado de sua cultura, companheiro. Continue pesquisando e contribuindo com suas idéias. Tenho certeza de que os pensadores deste século e do amanhã saberão apreciar as suas contribuições para o somatório de idéias que produzirá um mundo melhor para a humanidade. Abraços.
Numa boa, não curto telurismo.
valeu. Baixei as musicas do olho de gato e to ruminando uma nostalgia por aqui.
O Márcio H. me falou que você estuda Direito! Acho que você deveria estudar Jornalismo também! Tá desperdiçado!
Luiz Roberto, esse é o verdadeiro espírito do "compartilhar" que a internet oferece e pessoas como você são as promotoras do evento.
Do texto, fui descobrir esta íncrível banda de blues, os Bêbados, que por sinal, fiz contato telefônico e vou receber o cd "Envelhecido 12 anos" aqui em Floripa.
Nada como a ética e a boa vontade para melhorar arranhadas relaçÕes humanas. Obrigado mais uma vez. Forte abraço. Noronha.
Sol (mi otro yo)
só tenho a aprender. Adoro ouvir música, aliás, mto de música aprendi ouvindo a cantores argentinos.
Professor Izaias,
que grata surpresa encontrar vc na vizinhança deste blog. Seu somatório de idéias somar-se-á aos meus links.
Eduardo,
não entendi o que vc quis dizer! Por isso não vou presumir nada, nem tentar responder pelo pco que entendi. De qualquer forma, opiniões contrárias são sempre bem vindas, ainda mais de um músico com seu cacife.
Igor,
os caras do olho de gato são demais. confesso que meu primeiro olhar foi muito preconceituoso, mas me cativou, fazer o quê?
Naira,
fico lisongeado. Aqui nesse blog eu evito dois temas: direito e política. ainda estou tentando criar um só sobre direito.
D´noronha,
só quero que conste que não conheço pessoalmente nenhum desses músicos.
Fico feliz que vc tenha gostado. Mas o "compartilhar" na internet vc o faz melhor do que eu. Seu trabalho com a arte é impressionante e empolgante, veicula sentimentos indizíveis.
gosto de nomear "solidariedade na arte" o fato de citar outros, melhores do que nós. é uma forma de instruir o nosso leitor, de mostrar nossas fontes. Jorge Luis Borges, Zeca Baleiro, Caetano são alguns exemplos de que dá certo.
No mais, essas bandas pantaneiras são ótimas mesmo, só me cumpre mostrá-las.
Aí, valeu pelo "músico do seu cacife". Mas ainda falta muito pra eu ter esse cacife todo. De qq forma, vou me explicar.
Acabei de olhar no dicionário o vocábulo "telurismo" e a acepção léxica não é exatamente a mesma que empreguei. Aprendi a usar essa palavra com um amigo meu que queria se tornar crítico de arte; da útltima vez que tive contato com ele, fazia mestrado na UFSC. Enfim, artista "telurista" seria aquele que faz arte inspirado nas coisas regionais e tal.
Nesse sentido, não sou adepto do telurismo. Gosto de um quadro porque ele foi bem pintado, gosto de uma música porque ela é bonita, gosto de almir sáter porque as músicas dele têm poesia e melodia, mas não porque ele é daqui do estado.
Sobre Almir Sater, queria registrar que ouvi uma música dele que se chama "violeiro toca" ou algo assim; e no meio dessa letra diz: "o zóio dos bicho". Nossa! Fiquei em êxtase quando ouvi aquilo. Ele usou com maestria a variante dialetal chamada "caipira". Esse é um cara que entende de língua portuguesa brasileira muito mais que Bechara e sua turma -- que se acham senhores da língua.
Eduardo,
concordo com vc. Uma coisa pode ser boa em si. independente se é brasileira ou não. pantaneira ou naõ.
só usei um modo de classificação. Poderia ter eleito o estilo musical, época etc. Preferi agrupá-los territorialmente.
eles são bons não por serem pantaneiros, mas são pantaneiros que fazem boa música: um bom blues, um bom rock, uma boa música de raiz.
Nessa enumeração não entraram músicos ruins. Embora eu tenha amigos de quem eu goste pessoalmente e que saõ pantaneiros e que fazem música ruim.
Vc deve ter reparado tbm que eu não citei músicos góspeis, embora em nosso Estado haja uma proliferação (benéfica, aliás) dessas bandas. Se eu falasse delas, como da banda PH por exemplo, eu estaria sendo injusto, porque eu só ouvi uma música da PH e vi um clip - gostei, mas é pco para uma avaliação. Sobre esse assunto vc pode dar melhores dicas do que eu.
Outro ponto é que queria falar de músicos por vezes ignorados e que são excelentes - como, por exemplo, o Guilherme Rondon.
De qq forma, é útil seu comentário.
Hasta la revolución.
Essa discussão até me inspirou a escrever um artigo. Vou escrever.
Nem imaginava que você tivesse entrado no blog do PH, qto mais ter baixado o vídeo. HEHHEHE. Estamos começando temos mto o que melhorar em termos musicais (sem falsa modéstia).
Ótimo texto. Curto demais a música aqui do estado. Vou fazer uma referência pra cá do meu blog. Abraço!!!
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